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[Por Maria Alice Miller]
Sala “contemporânea”: um tanto fria demais, não?
Continuando um pouco sobre o assunto da semana passada, faço um comentário: vocês já repararam na verdadeira “salada de ambientes” que passeiam pelos nossos olhares através de diversos meios? Do “moderninho”, que mistura elementos bem coloridos das décadas de 50 e 60 – que alguns também chamam de “retrô” – ao ambiente todo neutro, sofisticado, com peças das melhores procedências que logo se rotula: é “contemporâneo”. No meio disso tudo, a sua casa: nem tão “limpa” (vamos fugir um pouco do termo “clean”), nem tão contemporânea, nem tão moderna, nem tão nada. Por quê?
Simplesmente porque não acho razoável que alguém que habite realmente uma residência, que a use no dia a dia para viver, comer, dormir, receber amigos, ver TV ou ler um livro, possa viver num ambiente asséptico, conceituado, bem definido e… “duro”.
Duro, pois não se permite misturar usar aquele quadro antigo – mas que você gosta – junto com um belo aparador modernérrimo, todo sóbrio, que pede algo mais atual por perto. Duro, pois não se permite ter uma estante com seus livros prediletos arrumados da maneira que você gosta, com os porta-retratos que você ganhou de amigos queridos, independente se combinam ou não com esta. Duro, pois seu quarto tem que ter mil e um pontos de luz embutida para “valorizar as paredes”. Ora bolas que casa mais “chata” a sua não é?
Pois eu te convido a pensar diferente. É claro que é ótimo ver casas de revistas e ambientes de mostra arrumadíssimos e muito chiques. É claro que é bom ter casa arrumada, confortável e ver que todo mundo acha seu canto bonito.
Mas, por favor, reflita se você se sente confortável e acolhido nela, ou se tem que “obedecer” a determinados comportamentos que seus móveis, tapetes e “iluminação trabalhada” o fazem cumprir. Mais que qualquer estilo que tentem te adequar, o grande objetivo no fim de um trabalho em interiores é obter harmonia.
Até semana que vem!
quarta-feira, 28 de outubro de 2009
Mais um pouco sobre estilo
quarta-feira, 21 de outubro de 2009
Decoração de apartamentos pequenos
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[Por Luis Navarro]
Uma foto pode resumir várias palavras, mas na arquitetura nem sempre isso é verdade, pois faltam os outros sentidos para completar as sensações. Um ambiente pequeno necessita de até mais cuidado do que ambiente muito grande. Saber o ponto de equilíbrio é fundamental para não errar.
Nesta pequena loja criei tudo que está dentro. Da luminária aos móveis.
A linha mestre desse projeto é o contraste. A movelaria feita de laca branca é atenuada com a meia radica de embuia. O piso atérmico tem o contraste do piso de em pau pedra.
Para dar o toque final, um cubo vermelho da Jaqueline Terpins, seda e couro vitral nas paredes.



Espero que vocês gostem.
Abraços e até a próxima,
Luis Navarro
quinta-feira, 15 de outubro de 2009
Uma questão de estilo
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[Por Maria Alice Miller]
Olá!
Aqui fala (escreve) Maria Alice Miller, designer de interiores há 10 anos, habitante e trabalhadora da bela e famosíssima cidade do Rio de Janeiro. Gosto muito de escrever desde sempre e, neste tempo de trabalho em interiores, venho refletindo muito sobre como nosso trabalho é feito, as expectativas de Clientes e profissionais, os conflitos, os problemas, as dúvidas, os êxitos e as hesitações.
Espero poder compartilhar com vocês, leitores do Blog de Decoração da Lopes, algumas coisas que venho concluindo com o passar deste tempo e, é claro, abrir um canal de comunicação para que vocês enviem dúvidas, questões e comentários. Enfim, um bate-papo virtual que seja leve, mas, informativo de verdade.
E começo com uma questão um tanto controversa, no meu modo de ver: uma palavra que tanto nos acompanha neste mundo dos interiores: estilo. Pelo que tenho visto nos últimos tempos, acho que ela é utilizada em muitas publicações e também no dia a dia do fazer interiores sem muito critério, sem muita reflexão.
Foto: Contemporist
Uma sala contemporânea, casual ou simplesmente descontraída?
Ora é o profissional que explica que seu estilo de trabalho é “eclético” ou “moderno”, ora é a publicação que fala de um “novo estilo”, ora é o Cliente que nos diz que deseja que sua casa tenha um estilo “contemporâneo” ou “clássico”. E aí eu pergunto: alguém já parou para pensar no que significam cada uma destas palavrinhas, e se elas realmente definem um estilo? E mais: vocês já pensaram que “clássico”, “contemporâneo” ou “eclético” pode significar uma coisa para mim e outra para você?
Pense sobre isto e aos poucos a gente vai esclarecendo mais a este respeito.
Até semana que vem!













