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[Por Maria Alice Miller]
Com o enorme interesse que o design de interiores tem despertado nas pessoas e o conseqüente aumento no número de profissionais e projetos executados, venho notando o uso cada vez maior dos chamados “móveis de design” compondo praticamente todas as peças de um só ambiente.
Em primeiro lugar, é preciso explicar que esta expressão – “móvel de design” – é descabida. Normalmente ela se refere a uma peça que tem seu design conhecido, e consequentemente o designer que a criou. No entanto, todo e qualquer móvel tem design, mesmo os vendidos nas lojas mais populares.
Para ser criado, qualquer móvel passou pela identificação de uma necessidade, por uma ideia, um conceito e um desenho ou projeto para ser executado. A gente pode até nunca conhecer estes designers (geralmente formados em desenho industrial), que se dedicam à criação destes móveis, mas que eles existem, existem.
Portanto, vou me referir às peças de que estou tratando como “móveis consagrados”. E me pergunto, por que usar sofá, poltronas, cadeiras, mesas de centro e laterais e até banquinhos, tudo exibindo uma assinatura importante? No meu entender, devemos ser mais cautelosos na escolha das peças consagradas, pois que apenas uma boa peça do tipo já chama a atenção em um espaço – e ela deve mesmo ser “a estrela” do ambiente.
A consagradíssima “Eames Lounge Chair”: design de Charles e Ray Eames, 1956
É claro que existem situações onde o profissional que cria o ambiente quer sublinhar algum aspecto de seu pensamento e lança mão da repetição de peças para evidenciá-lo. No entanto, tenho observado mais uma necessidade de valorizar o trabalho pelo pedigree das peças utilizadas do que pelo correto equilíbrio entre móveis comuns e consagrados.
Na hora de escolher os móveis que comporão um espaço, pense bastante sobre sua função e se eles atendem bem a seus objetivos. Conforto é mais importante que destaque, e beleza pode ser obtida com um ou outro toque interessante, que pode até mesmo não ser uma peça de mobiliário. Pense nisso.
Até a próxima!
segunda-feira, 23 de novembro de 2009
Design: porque às vezes basta uma peça
às
11:03
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10 comentários:
Nossa, muito bom seu post.
Tenho visto os decoradores e arquitetos agora só decorarem com peças de designers consagrados, mas aí todas as casas ficam com a mesma "cara". Fica a mesma mesa a mesma cadeira,em todos os projetos que fazem.
Bjs
Márcia Alves
Realmente a função é importantíssima. Comprei uma Eames Lounge e uma Aeron na Atec. Aeron para trabalhar e a Eames para relaxar, ler um jornal... O título deste post poderia ser a velha (e boa!) frase, "menos é mais"
Parece ser super confortável!
Que graça,parece ser super confortável...
Olá Márcia, obrigada pelo comentário. De fato, era exatamente no que você falou que eu estava pensando quando escrevi este post. O uso dos ícones do design de forma massiva pelos profissionais acaba por "igualar" muitos ambientes.
Um abraço!
Olá Fabio, obrigada pelo comentário. Verificar a aplicabilidade de qualquer peça ao modo como será utilizada é básico quando pensamos em mobiliar um ambiente. Mas isso acaba não acontecendo sempre, infelizmente.
Um abraço!
Pra ser sincera não achei bonita mais parece ser super confortável...
Parece confortável...
Bem simpática essa poltrona.
Que bacana!
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