segunda-feira, 29 de setembro de 2008

Em defesa da cerveja e da churrasqueira



[Por Eliane Sampaio]


Gente, parece incrível: há mais de vinte dias que não escrevo no blog!

Àqueles que sempre nos acompanham, devo mil desculpas. A verdade é que, apesar de adorar escrever para vocês, com o final do ano se aproximando, o tempo fica realmente muito escasso.

Desculpas sinceras também ao editor, uma pessoa muito legal, mas tão legal que com certeza já me desculpou.

Não poderia iniciar meu texto sem antes dar as boas vindas à Gisela Coelho, a mais nova integrante da equipe. Parabéns pelo texto e pelo trabalho.

Mas agora vamos começar a trabalhar e escrever o texto, certo?

Já falei para vocês que, não raro, meus clientes pedem para eu organizar uma festa. Um evento completo, com decoração, buffet, cerimonial etc.

Pois é, no momento estou organizando uma!

E sabem uma coisa que acho intrigante? Na hora de escolher as bebidas, a cerveja é sempre vista como de mau-gosto. Cafona mesmo, se é que ainda se usa essa palavra, mas foi a que me ocorreu agora.

Ora, se estamos falando de festa, DJ, bar de caipirinha (vodka, cachaça e saquê), whisky e champagne rolando solta, não vejo o porquê de desprezar a nossa tradicional cerveja.

É um hábito tão brasileiro, tão nosso, por que não assumir? Para parecer o que alguns convencionaram chamar de chic?

Chic mesmo é receber com autenticidade, e para isso há um segredo fácil: faça o seu convidado feliz! Servir cerveja em festa agrada, e muito, àqueles que adoram e não dispensam a bebida. Democracia etílica!

É bom deixar claro que existem ocasiões que requerem formalidade e cerimonial, e lógico que as bebidas deverão respeitar o horário, a natureza do evento, os pratos escolhidos e muitas outras variações. Mas nada disso se encaixa com a festa que descrevi acima, certo?

Falei tudo isso e lembrei também de um novo grupo, este agora ligado de fato ao universo da arquitetura e decoração. O grupo dos que abominam a churrasqueira. Pode?

Somos um povo que assimila e até melhora a culinária de diversos países. Tem pizza melhor do que a de São Paulo? Duvido.

Respeitando os naturalistas e vegetarianos – sou declaradamente democrata -, não é porque passamos a gostar de sushi que temos que abandonar nosso churrasco.

Se você é como eu, confessamente apaixonado por cozinha e com uma queda incontrolável por churrasco, deixe os conceitos “modernetes” para lá e tenha uma churrasqueira, sim.

Qualquer que seja o estilo da sua casa e o seu jeito de receber, sempre cabe uma.

Quer ver?



Viu como ela pode ter a linguagem que você quiser?

Se existem espaço e vontade, não perca a oportunidade de usufruir o melhor da churrasqueira: a oportunidade de estar com os amigos numa situação absolutamente informal.

Nem que seu churrasco seja horrível, eles vão te perdoar para estar com você. E sempre aparecer um entendido para salvar a situação!

Até mais!

quinta-feira, 25 de setembro de 2008

Vamos curtir a casa



[Por Luis Navarro]


Hoje em dia, pelo menos nas grandes cidades, as pessoas querem mesmo é ficar em casa e curtir da melhor maneira possível os amigos e a família.

A arte de receber está ficando cada vez mais sofisticada e nós, arquitetos, estamos contribuindo para isso.

A cozinha não é mais cozinha: é espaço gourmet.

A sala de TV virou home-theater e o toalete agora é spa.

A adega e a charutaria são itens presentes em muitas casas.

O prazer está na moda.

Tentei reunir neste projeto um pouco desses itens, com uma textura delicada de materiais e um forte trabalho luminotécnico.



Espero que vocês gostem.

Abraços e até a próxima!

quarta-feira, 24 de setembro de 2008

Smart Décor no Salão Imobiliário de SP



[Por Fernanda Marques]


Olá!

Esta quinta-feira, 25, será um dia muito especial. No Salão Imobiliário de São Paulo (Sisp), no Anhembi, será lançado oficialmente o Smart Décor, Decoração Facilitada.

Minha grande amiga Alessandra Campiglia está à frente dessa idéia, à qual me associei com entusiasmo. Nossa intenção é possibilitar o acesso de um público mais amplo aos projetos de decoração assinados por grandes profissionais da arquitetura de interiores.

Como iremos fazer isso? Com financiamento a longo prazo - já garantido por nossa parceria com afinanceira Aymoré - e com uma série de acordos que a Alessandra fez com fornecedores de mobiliário, armários, tapetes, luminárias e tudo o mais que se inclui num projeto de decoração. Com essas parcerias, a execução dos projetos de decoração poderá custar até 30% mais barato para os compradores.

Nossa intenção é tornar real o sonho de muitas pessoas de terem o apartamento decorado tal qual o vêem nos estandes de vendas das grandes incorporadoras.

Aliás, por falar nelas, sei que as principais do país estarão representadas no Salão Imobiliário.

Tudo está planejado para atender da melhor maneira às necessidades do público comprador. E nós, do Smart Décor, queremos contribuir com a prestação de um serviço inédito no mercado.

Neste lançamento do Smart Décor, vamos oferecer inicialmente cinco projetos, com cinco conceitos diferenciados, para a escolha dos futuros clientes. São eles: urbano, clássico, moderno, light e naturais.



Eles têm concepções diferentes e poderão ser comprados na totalidade ou parcialmente, isto é, apenas alguns ambientes.

O comprador, além de economizar até 30% no valor de todo o projeto e sua execução, terá um profissional especializado para acompanhá-lo em todas as fases da montagem da decoração do apartamento.

Nós queremos receber vocês no estande do Smart Décor no Salão Imobiliário. E depois me digam o que acharam da nossa idéia, ok?

Para mais informações sobre o Salão, acessem o site aqui.

Beijos!

segunda-feira, 22 de setembro de 2008

Aquários com estilo



[Por Gisela Coelho]



Olá, pessoal! Tudo bem?

Hoje é minha estréia aqui no Blog de Decoração da Lopes e, por isso, gostaria de me apresentar e apresentar o meu trabalho.

Sou arquiteta e optei por trabalhar com projetos de aquários exclusivos.

Para mim, o mundo aquático é muito belo e sedutor. E, quando se trata de uma cidade extremamente estressante e urbanizada como aquela em que vivo - São Paulo - e de muitas outras, nada melhor do que encontrar boas soluções para humanizar os ambientes. Isso, na minha opinião, significa melhorar a nossa qualidade de vida.

Os projetos que faço são sob medida, integrados ao ambiente. São aquários com diversas dimensões, diversos formatos, tipos e estilos.



Infelizmente, esse é um segmento ainda pouco explorado dentro da decoração, especialmente aqui no Brasil. Até por isso será muito bacana, por meio do blog, expor ao leitor as minhas idéias e experiências, sempre com o intuito de informar e também de acabar com alguns mitos.

Você provavelmente já ouviu falar que aquários são elementos de mau-gosto, trabalhosos para manter, com alto consumo de energia elétrica etc. etc. etc. Estou aqui justamente para esclarecer esses pontos. Aliás, aguardo as dúvidas de vocês!

A intenção de ter um aquário por perto, seja numa residência, num espaço comercial, num local de trabalho ou numa área de convivência, é aproximar o ser humano da natureza.

Além disso, o aquário tem o poder de entreter e transmitir sensações de relaxamento e bem-estar. Pode até mesmo aumentar a produtividade, quando se trata de um ambiente de trabalho, sabia?

Quando há um bom projeto técnico associado a uma intenção estética - que agregue valor a esse elemento que, naturalmente, já é altamente atrativo - o aquário se torna uma verdadeira obra de arte num ambiente.

Convido a todos a mergulhar nessa. Até a próxima!

quarta-feira, 17 de setembro de 2008

Misturando materiais



[Por Luis Navarro]


Olá, pessoal!

Quando tenho a oportunidade, gosto de misturar materiais em meus projetos.

O resultado fica marcante, com muito swing.

Estou sempre em busca desses novos materiais e, quando falo para as pessoas o que vou usar, a curiosidade costuma ser geral.

No toalete deste ANTES e DEPOIS, o revestimento das paredes é feito de barro. Lógico que um barro tratado, mas é literalmente barro.



O barro proporciona uma textura agradável e dá um ar de aconchego.

Nesse ambiente, também trabalhei com tecido (ao fundo, no alto).

Nas áreas molhadas, usei o vidrotil com desenho retrô. Tudo pautado pelos tons de marrom.

Espero que gostem!

Abraços e até a próxima!

quinta-feira, 11 de setembro de 2008

Iluminação em tempos de economia



[Por Fernanda Marques]


Olá, gente! Tudo bom?

Nestes tempos em que as pessoas estão firmando e reafirmando seus compromissos com a sustentabilidade ambiental, a questão do uso da energia nas residências ocupa um papel central no debate sobre como agir da melhor maneira.

Nos meus projetos, o que tenho procurado fazer – e isso eu recomendo para você em sua própria casa – é aproveitar ao máximo a luz natural. Isso significa criar janelas maiores, desenhar fendas para paredes e tetos e, antes de mais nada, escolher com critério o posicionamento do imóvel no terreno (no caso de ele ainda não estar construído, naturalmente). O resultado são ambientes muito mais iluminados!




Quando o imóvel já está pronto, e nele moramos há bastante tempo, o que se pode fazer é instalar sistemas de timer para o controle da iluminação de toda a casa ou de seus principais ambientes. Inicialmente, trata-se, é claro, de um gasto a mais. Mas, a longo prazo, vai resultar numa boa economia.

Além disso, vale modernizar o sistema de cortinas, trocando aquelas pesadas e que, portanto, escurecem os ambientes, por outras feitas em material translúcido. Isso faz com que se tenha de acender a luz – e gastar energia – apenas a partir do final do dia.

Pode-se, ainda, mudar materiais de portas, buscando transparências e/ou reflexos para a luz, tudo para ampliar o raio de alcance dos pontos centrais de iluminação.

Para as áreas íntimas da residência, onde, com todo o direito, a gente quer mais privacidade, acho que soluções de iluminação mais cênica – voltada diretamente para um ponto específico – podem funcionar bem.

Assim, uma luz específica para a mesa de estudos no quarto do filho, de consumo menor do que a lâmpada que serviria para iluminar todo o ambiente, é bastante adequada. E não precisa ser só aquela tradicional luminária sem graça. Dá pra pensar em algo inusitado, como a 8AM Desk Lamp, abaixo.




O mesmo pode ser feito no quarto do casal, em relação a pontos de luzes para aquela leitura antes do sono chegar.




Infelizmente, as lâmpadas econômicas ainda não têm perfomance semelhante às lâmpadas comuns em termos de qualidade. Muitas vezes, porém, a economia de energia de até 70% pode compensar o seu uso em ambientes como a cozinha ou as áreas de serviço, por exemplo.

E não esqueçam de apagar tudo ao sair!

quarta-feira, 10 de setembro de 2008

Espaço para respirar: antes e depois



[Por Luis Navarro]


Olá, pessoal!

Um dia desses, conversando com o dono de uma loja em que executei um projeto, tive uma grata surpresa. Ele contou que suas vendas aumentaram 70 por cento.

Esse número é muito expressivo para mim, pois mostra na prática o quanto investir no próprio negócio vale a pena.

Costumo ser pé-quente em projetos corporativos.

Esta loja de móveis foi mudada radicalmente. Nas fotos do antes e depois mostro o quanto ganhamos em qualidade de vida.

ANTES



DEPOIS



Os fundos da loja eram usados para depósito e tinham cobertura de fibrocimento.

Propus um jardim minimalista. Coloquei pedra portuguesa na parede para dar textura e fiz aberturas com portas pivotantes, que deram luminosidade para uma área que antes era escura.

Ganhamos espaço com qualidade. E a loja ainda economiza energia.

Espero que tenham gostado!

Abraços!

quinta-feira, 4 de setembro de 2008

Arquiteto, designer e decorador: sem proconceitos



[Por Eliane Sampaio]


Quando iniciarem esta leitura, aposto que pensarão que estou novamente às voltas com definições, conceitos e todas as idéias que ouso expor a vocês. Mas, desta vez, o assunto foi provocado (no bom sentido), não surgiu de forma espontânea.

Recebi um comentário de uma arquiteta que, além de elogiar nossos textos - obrigada pela parte que me cabe – conta que na faculdade tinha um professor que deixava bem claro para seus pupilos que eles não eram decoradores, mas sim arquitetos. Não quero e nem posso dizer que ele está errado e que as duas profissões se equivalem. Na verdade, acho que elas se completam e, se me permitem, vou mais além.

Para os leitores habitués do blog, não há nenhuma novidade se eu falar que o dito comentário, desacompanhado de uma explicação ou aprofundamento, me causou surpresa. Preconceito novo na área?

Só para dar uma pincelada no assunto, acho pertinente diferenciar com fundamento as profissões de arquiteto, designer de interiores e decorador, sem desqualificar nem uma nem outra.

O arquiteto tem formação acadêmica, técnica e artística que vislumbra horizontes mais amplos, cuidando não só das edificações como também do urbanismo. Que bom existirem Oscar Niemeyer e Jaime Lerner, não? E as obras do espanhol Gaudí? Pura arte! E isso só para citar alguns, pois temos uma gama enorme de talentos que merecem ser citados, mas prometi uma pincelada no assunto, lembram?

E o designer? O designer tem formação técnica e artística visando projetar tudo que o seu conhecimento é capaz, desde mobiliários, objetos utilitários ou não, interiores e chegando até o campo da web. Exceção para edificações, que são restritas ao arquiteto. É uma gama infinita de atuação. Não preciso nem dizer que é um artista também, e em se tratando de interiores, sua formação permite que ele intervenha no espaço, modifique a área a ser trabalhada com relação às alvenarias ou à iluminação. Quer um exemplo?

O projeto antes



O projeto depois



O projeto realizado



Já o decorador alcança a estética usando o conhecimento de cores, formas e bagagem cultural sem intervir nas áreas existentes. É mais intuitivo e menos técnico. Vocês acham pouco? Conheço grandes decoradores, com uma bagagem incrível de cultura, bom gosto e poder de transmitir ao ambiente toda sua alma. Conhecem o trabalho que Jad Johnson (in memorian) fazia? É ver para crer! Ninguém menos que Andy Warhol confiava sua casa a ele.

Pensem em uma pirâmide. O arquiteto está na base, mais ampla, pode atuar em todas as frentes. Depois vem o designer, com um campo mais restrito, pois não pode assinar projetos de edificações ou urbanísticos. Por último vem o decorador, que não visa intervir no espaço, trabalha apenas com os acessórios e sabe tirar proveito da situação existente.

Só a título de curiosidade, o finado não-arquiteto Cláudio Bernardes, cuja obra é maravilhosa, associou-se ao arquiteto Paulo Jacobsen e, em seu escritório, eles criaram juntos obras irrepreensíveis. Uma união perfeita entre arte e técnica. Um não-arquiteto que, não por acaso, é referência em arquitetura, e costumava dizer: “Arquiteto não precisa fazer curso de arquitetura, precisa ler Freud”. Entenderam o porquê do sucesso?

Penso que para exercer toda e qualquer profissão é necessário nascer com vocação, ter feeling. Com o arquiteto, o designer ou o decorador não poderia ser diferente. Uma coisa é certa: todos têm intuição e alma de artista, porém com formações e objetivos diferentes.

Acho difícil um arquiteto, ao projetar uma casa, por exemplo, obter um EXCELENTE resultado final se não atuar como designer - definindo o layout dos mobiliários em função do uso de espaço e iluminação - e também como decorador, pensando já em materiais, cores e texturas dos mobiliários.

Sim, resultado EXCELENTE, pois menos que isso ninguém pode aceitar do trabalho de ninguém!

E não posso deixar de citar duas qualificações muito importantes a essas profissões, bem como a todas as outras que conhecemos: há de se ter ética e formação crítica. A falta de qualquer uma delas compromete gravemente a avaliação do resultado que se espera de todo profissional.

Até mais!