quinta-feira, 26 de junho de 2008

Mais de Casa Cor: o loft e o Banco Infinito



[Por Fernanda Marques]


Amigas e amigos,

Mais uma vez, a presença do meu escritório na Casa Cor, com o Loft 24/7 (na foto abaixo), patrocinado pela Florense, está sendo bastante produtiva.



Já trocamos mais de cinco mil cartões de visitas com as pessoas que foram até lá, circularam pelo ambiente que criamos e tiveram suas atenções despertadas por diferentes aspectos do espaço.

Ouvimos – é tudo verdade! – muitos elogios às texturas das paredes, ao estilo do sofá e à tecnologia embarcada na cozinha, com suas gavetas semi-automáticas e fogão com queimadores embutidos.

Estou particularmente feliz com a repercussão que esse espaço – e, mais uma vez, a Casa Cor como um todo – vem obtendo na imprensa, tanto a de interesse geral como a mais especializada.

Parece que, nestes dias de evento, a cidade inteira está discutindo arquitetura de interiores. Na verdade, esse debate se estende por todo o Brasil, haja vista o grande número de visitantes de outros estados.

Um diferencial do loft está me animando a investir mais no aspecto arquitetura de mobiliário da minha atividade profissional. Desenhei, despretenciosamente, o que batizamos de Banco Infinito. Trata-se de uma estrutura de madeira unida por duas tubulações de metal, com cerca de 2,5 metros de cumprimento. Um móvel projetado para ambientes externos, resistente a intempéries e com um design que eu considero bastante avançado.

Pois bem! Logo no primeiro dia da Casa Cor, tivemos uma gentil oferta pelo banco, que, assim, foi vendido. Vai ficar lá até o encerramento da Casa Cor, marcado para o dia 9 de julho, mas não voltará para os nossos domínios, e, sim, irá para a casa de verdade da nova dona. Mais propriamente, para ser instalado ao lado da piscina.

O melhor é que nós recebemos de clientes de Belo Horizonte e Goiânia mais dois pedidos de compra do Infinito, que iremos atender na medida do possível.

De modo geral, tenho escutado opiniões de que a Casa Cor deste ano se mostrou mais madura, com ambientes factíveis em lugar de apenas vitrines de exposição.

Concordo com esta avaliação. Com mais objetividade e menos espetáculo, o evento está chegando a um interessante ponto de equilíbrio, além de reafirmar sua vocação para a realização de bons negócios.

Todos vocês estão convidados a visitar o Loft 24/7 (lembrando que a mostra vai até o dia 07 de julho). Mas quero o compromisso de que, uma vez conhecido o espaço, vocês mandem suas opiniões aqui para mim, ok?

Muito obrigado pela atenção – e um beijão para vocês!

segunda-feira, 23 de junho de 2008

Conceito II: sala de jantar apenas?



[Por Eliane Sampaio]


Quando escrevo para o blog, não o faço apenas para as pessoas que estão redecorando suas casas, mas também para aquelas que estão reformando ou comprando um novo imóvel.

E hoje escrevo especialmente para esse segundo grupo, pois a decisão será mais acertada após uma reflexão sobre o assunto. Que tal pensar, por exemplo, sobre a questão da Sala de Jantar e/ou Sala de Almoço.

Tradicionalmente, a sala de jantar sempre foi um ambiente social, espaço para receber em situações mais formais. Já a sala de almoço era reservada à família, para as refeições diárias.

Ocorre que hoje, salvo raras exceções em espaços de grande metragem, os novos imóveis reservam uma pequena área para a sala de jantar e uma menor ainda – poderíamos dizer, minúscula – para a sala de almoço.

De forma geral, a sala de jantar não comporta mais do que seis lugares. E a de almoço quase sempre se contenta com uma mesa para quatro, com uma das cabeceiras encostada à parede, ou seja, uma bancada.

Acho que quando a dinâmica de vida e as preferências permitem, nada melhor do que integrar tudo, abrir a cozinha para uma grande sala com balcão, mesa de jantar e tudo que pudermos ter para exercitar o lado gourmet.

Quando isso não é possível, e a família tem uma dinâmica tradicional, faço uma sugestão: por que não optar por quebrar a parede e ficar com uma grande sala de jantar apenas?

Pense bem!

Nas grandes cidades, temos uma enorme gama de restaurantes maravilhosos, de uma infinidade de procedências – em se tratando de São Paulo, os melhores do mundo. Não raro encontramos os amigos nestes lugares para jantar.

Tudo bem, concordo que quando queremos receber de forma personalizada, nada melhor do que nossas casas. Mas quantas vezes fazemos isso em comparação com as vezes em que jantamos em família?

Assim, não é melhor desfrutarmos NÓS o bem estar todos os dias do que reservá-lo às raras ocasiões?

Por que fazer as refeições na sala de almoço - que não raro fica entre a cozinha e a sala de jantar - do que fazê-las diariamente no melhor ambiente?

Aposto que estão se perguntando: "E aí, como fica a conservação desse ambiente, a mesa, as cadeiras etc?".

Simples! É só escolher os materiais adequados.



Esta sala, que tem três anos de "idade", é utilizada diariamente para as refeições, pois o imóvel não conta com sala de almoço. Está perfeita!

A mesa de mármore é de fácil manutenção. Se cair molho ou vinho é só passar gelo, um pano limpo e pronto.

Nas cadeiras, escolhi um tecido Chenille na cor preta porque queria certo brilho e sofisticação (e pode apostar, é muito durável). Se optasse pelo Ultrasuede, seria mais durável ainda.

O conceito aqui é: o belo faz bem ao espírito, e assim sendo, porque não estar com ele o maior tempo possível?

Colocada a questão, resta analisar e tomar a decisão. Qualquer que seja, ela foi bem pensada e não trará arrependimentos!

Até mais!

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Toque Oriental



[Por Luis Navarro]


Nesta semana, estamos comemorando os 100 anos da chegada do primeiro navio (Kasatu-Maru) com imigrantes japoneses ao Brasil.

Por isso, dedico o post de hoje a essa cultura tão rica e bonita.

Os meus trabalhos têm forte inspiração oriental. Neles, sempre tento misturar elementos tradicionais e tecnológicos.

No ambiente da foto abaixo, utilizo uma linda seda dourada que é contrastada pelo preto.



Na parede, um objeto decorativo oriental tradicional feito totalmente em madeira.

Ao fundo, uma mesa de madeira de reflorestamento brasileira com uma escultura regional no centro.

Sempre brincando com os contrastes.

Na parede, a imagem de uma escultura oriental aplicada na fórmica, ou seja, utilizando a nossa tecnologia.

Minha homenagem toma a forma de um ambiente, de uma peça, de uma referência.


E vocês, o que acham da influência oriental na decoração? Tem hora e lugar ou é sempre bem-vinda? Digam aí nos comentários.

Até a próxima!

segunda-feira, 16 de junho de 2008

Conceito I: distribuição de espaços e praticidade



[Por Eliane Sampaio]


A distribuição dos espaços da casa é uma das primeiras coisas a serem pensadas em um projeto de decoração. É inegável: essa distribuição está diretamente ligada à dinâmica de vida. Essa dinâmica é pessoal e intransferível, pertence ao morador do imóvel, ao casal ou à família, e deve ditar todas as decisões a respeito do projeto.

A partir daí, delegam-se as especificações de decoração ao profissional (se houver um) ou vai-se em busca de referências em revistas, mostras de decoração, casa de amigos e assim por diante.

Como profissional de decoração, não me atenho apenas à dinâmica de vida em geral (casal, quantos filhos, idade, sexo, hobby etc.). Procuro me aprofundar nos detalhes.

O Conceito I sobre o qual escrevo hoje se refere à arrumação das camas. E o que isso tem a ver com o que foi dito até agora? Tudo.

Antes de especificar colchas de seda ou linho e almofadas em profusão, eu faço uma reflexão. Esses itens precisam estar perfeitamente arrumados sobre as camas e à noite devem ser perfeitamente dobrados e acomodados para, no dia seguinte, estarem perfeitamente arrumados novamente – quanta perfeição!

Se os moradores contam com uma arrumadeira residente, que cuidará dos quartos toda noite, tudo bem! Vou em frente.

Se não, nada de sedas, linho e milhões de almofadas, porque ninguém merece, depois de um longo dia, chegar ao lado da cama ansiando pelo sono dos justos e ter que cumprir diariamente uma tarefa que não é sua.

Neste caso...



...coloquei lençóis brancos e colcha de pique branca, que é super agradável ao toque por ser 100% algodão. No inverno a manta e/ou edredon ficam debaixo da colcha. O conceito aqui é que a colcha faça as vezes do sobre-lençol. É um jeito de arrumar que os americanos usam para proteger lençol e mantas com algo leve, que não incomode ao dormir. No que diz respeito à arrumação e ao conforto de camas, eles sabem das coisas!

É chegar e cair na cama!

Se você não conta com um profissional de decoração, reflita sobre a relação tradição x praticidade. Garanto que o resultado desta equação lhe trará muitos benefícios, até porque o não tradicional bem inserido no contexto é uma forma do belo.

Até mais!

terça-feira, 10 de junho de 2008

O preto e branco na decoração



[Por Luis Navarro]


Olá, pessoal!

Hoje respondo a um comentário da leitora Daniele Ghidini:

"Gostaria de dicas sobre como decorar ambientes com preto e branco, evitando que fique cansativo. Adoro essa combinaçao de cores!"

Danielle, sou meio suspeito para falar de preto e branco. Gosto muito dessa combinação.

O preto e branco foi muito usado na década de 1980. Depois ficou um bom tempo no limbo, meio esquecido.

O preto e branco cria um equilíbrio de maneira simples e sofisticada, que eu particularmente gosto de quebrar usando tons de madeira.

Este ambiente abaixo é de uma cobertura no Morumbi.



Na minha opinião, o segredo para não deixar o ambiente cansativo está justamente no equilíbrio e na inserção de um ou outro elemento para quebrar a regularidade dos tons.

Eu gosto muito quando os clientes têm a cabeça aberta e aceitam projetos diferenciados como esse.

Espero que vocês também gostem.

Até a próxima!

segunda-feira, 9 de junho de 2008

Ambiente Wabi



[Por Eliane Sampaio]


Às vezes vocês devem estranhar os temas dos meus textos. Escrevo mais sobre conceitos do que sobre dicas e conselhos práticos de decoração.

Sabe, é que acho que conversar sobre conceitos nos amplia, faz com que olhemos para coisas novas que nos farão pensar, refletir, concordar, discordar e, por fim, formar opinião. As opiniões que formamos, conseqüentemente, reforçam ou moldam nossa personalidade. E o que são nossas casas senão nossa personalidade?

Acabei de ler um livro que adorei! Recomendo. A Elegância do Ouriço, de Muriel Barbery. Num determinado capítulo ela cita o Wabi. Imediatamente - e como sempre - fiz uma correlação com o nosso assunto: decoração.

Conta-se que o Wabi-sabi é um conceito que nasceu dos complicados rituais da Cerimônia do Chá. É a expressão que os japoneses usam para definir a beleza que reside nas coisas imperfeitas. É um termo de difícil tradução por ter um significado muito amplo. É um jeito de “ver” as coisas por uma ótica de simplicidade, naturalidade e aceitação da realidade. É ver beleza na assimetria e na rusticidade.

Você pode usar o conceito Wabi para uma infinidade de coisas e situações. Só para citar algumas:

- Um olhar wabi nas relações humanas nos leva a entender o outro, aceitar e amar suas qualidades e imperfeições, sua natureza e jeito de ser. Não te parece um importante ingrediente para a receita da felicidade?

- Perceber a natureza sob a ótica do Wabi nos faz ver que sua beleza está também (e principalmente) em sua imperfeição. As folhas das árvores, que de verdes e viçosas secam e caem, dando lugar às novas que virão; os cursos dos rios com suas reentrâncias e saliências (já imaginou isso em uma linha reta?); o corpo humano, essa máquina perfeita, mas que não tem os dois lados iguais.

Como é bela a imperfeição sob essa ótica. Percebe que quando aceitamos as imperfeições estamos aceitando as coisas como elas são, a realidade, o curso da vida? Sábios orientais!

Poderia falar muito e muito mais sobre o assunto, mas a idéia é despertar para o conceito. Por isso, vamos ao ponto: e o Wabi em arquitetura e decoração?

É ver a beleza das formas que lembram a natureza (muito Gaudí, isso); é admirar o desgaste dos materiais produzido pelo tempo, como o musgo que se forma no piso que beira o jardim ou a fonte; é o desgaste da madeira de uma mesa antiga; é a beleza do tijolo assentado sem a preocupação com o acabamento esmerado, saltando aos olhos o trabalho humano despendido naquela parede; são peças e mobiliários feitos de materiais naturais, de forma artesanal; e, por que não?, é o uso de materiais ecológicos voltados à preservação do planeta.

Enfim, o Wabi na decoração nos transporta para o simples, no sentido espiritual da palavra. É ter tudo de que se precisa, nem mais nem menos, para usar e admirar, de um jeito que convide à interação da forma mais natural possível.

O ambiente que criei, na foto abaixo, reflete este olhar.



Muito Wabi, não?

Mulheres, ainda não consegui um olhar Wabi para o meu espelho. Vou tentando e chego lá um dia! Se conseguir, eu conto tá?

Até mais!

quarta-feira, 4 de junho de 2008

Mais dicas para decorar ambientes pequenos



[Por Luis Navarro]


Vendo que o post anterior sobre ambientes pequenos gerou algumas questões, acho interessante voltar ao tema.

Vale a pena lembrar que não existe uma receita fixa para decorar cômodos menores. Sei que soa clichê, mas cada caso é um caso. As minhas dicas são apenas referências e, se você ainda tem muitas dúvidas, busque auxílio de um profissional.

Mas vamos ao assunto.

Para quem não está acostumado com a proporção de um ambiente e os objetos a serem inseridos, é importante medir o espaço e obter um "desenho prévio" daquilo que se imagina para o local.

Como? Desenhando tudo em um papel.

Pegue uma régua e crie uma proporção para as medidas do cômodo, dos móveis e objetos. Depois, corte em papéis os móveis que você pretende colocar em proporção também.

E aqui cabe uma explicação. Fazer proporção é algo relativamente simples. Pense em uma sala retangular de 4m x 3m, por exemplo. Se seu projeto estiver na escala de 1/10, o desenho da sala terá 40cm x 30cm. Nessa mesma escala, uma poltrona de 50cm de largura terá, no desenho, 5cm. Ou seja, basta pegar as medidas originais e dividir sempre por 10, ou por 20, ou por 30... tudo depende da escala que você vai aplicar.

Com os papéis recortados, teste várias situações e veja qual a melhor disposição de móveis e objetos dentro do ambiente.

Essa "brincadeira" evita muitas dores de cabeça, pois assim você saberá perfeitamente o que cabe e o que não cabe no lugar.

Se você é mais adepto do computador, a coisa fica bem mais fácil. E não é necessário um programa muito avançado: o velho Power Point pode ser usado na tarefa.

Veja, por exemplo, este projetinho muito simples de uma sala de TV criada pelo Lucas, editor dos blogs da Lopes.



Não muito inspirado, talvez ;-) .... mas dá pra ter uma idéia de como funciona a coisa, certo?

Ah, lembre-se de manter a proporção também no Power Point. Para saber o tamanho das formas, dê um clique com o botão direito sobre a imagem e selecione "Tamanho e Posição".

E quando for partir para a pintura de paredes dentro de casa, não deixe de comprar aquelas pequenas latas de tinta-teste que existem no mercado. Pinte uma parede e veja como ela reage com a luz e o tamanho do ambiente.

Abraços a todos e até a próxima.

segunda-feira, 2 de junho de 2008

O sofá Chesterfield e um exercício de imaginação



[Por Eliane Sampaio]


Antes de qualquer coisa, abro este texto agradecendo ao leitor Orlando de Luca Junior, que com sua dúvida sobre o que fazer com seu sofá Chesterfield de couro preto me forneceu esta pauta.

É difícil, mesmo para um profissional de decoração, opinar sobre uma peça sem conhecer o contexto em que está inserida. Mas acho que posso falar sobre o assunto de forma que ajudar na decisão.

O sofá Chesterfield...

É um clássico. E como todo clássico, é elegante!

Combina com tudo, tudo mesmo. Já usei até em um sítio numa sala de lareira super rústica. Dêem uma olhada.



Vamos fazer um exercício? Vamos relacionar este sofá a assuntos de que todos entendemos: moda e gastronomia.

Parece loucura? Pense bem.

Todos temos um estilo de roupa com o qual nos identificamos, pois ele faz com que nossa aparência esteja adequada à nossa personalidade, e assim nos sentimos bem. Também tem muito de nossa personalidade nos alimentos que ingerimos, assim como nos ambientes em que vivemos.

Resumo: vestimos, comemos, bebemos e moramos de acordo com a nossa personalidade.

Vamos então ao exercício? De uma forma breve, claro.

Se colocarmos este sofá Chesterfield ao lado de móveis de design contemporâneo, com tecidos de textura diferente do couro, de cores básicas e neutras; se usarmos peças de aço e vidro, paredes brancas, piso claro, quadros com cores fortes, gravuras de arte cinética, tapete moderno e mesa lateral em cubo de madeira certificada ou manejada; aqui e ali, peças e esculturas de várias procedências compradas ao longo do tempo e outras recém adquiridas para completar o visual da ambientação; um bom aparelho de TV e som com um estoque de CDs e DVDs que vão dos clássicos ao jazz, da MPB e do Lounge à House eletrônica. Junte ainda um toca-vinil com um belo estoque de discos.

O resultado? Um ambiente casual, porém esmerado. É como se vestir de calça jeans, camisa, mocassim e blazer.

No almoço, arroz, feijão e filé com fritas. No jantar, uma comida mais leve. Em um restaurante, alguns pratos novos. E a bebida? Dependendo de hora e ocasião, uma cerveja, uma vodca, um uísque ou vinho.

Encaixou? É como estar com um pé no conservadorismo e outro no liberalismo.


Se o ambiente for marcantemente masculino e conservador, este sofá estará ao lado de móveis clássicos de linhas retas, cores sóbrias e materiais nobres. Nos metais, cobre ou latão; nos tampos e mesas, o mármore. Paredes em tons de bege, piso em madeira e tapete liso, quem sabe um barrado da mesma lã em fios mais altos... Quadros e gravuras tendendo ao clássico, esculturas e peças de mesma procedência. TV e aparelho de som com repertório de clássicos, jazz, bossa nova e MPB. Em vinil, claro!

Sentado neste sofá provavelmente estará um homem de terno, gravata e sapato social, bebendo um scotch e fumando um charuto, quem sabe um cachimbo?

E é claro que, no cardápio, ele não arrisca mais do que um filé ao molho mostarda.


E este Chesterfield (pego na casa da mãe), junto a uma poltrona da avó (você adorava e ela te deu), mais aquela chaise long comprada depois do test-drive na loja (aprovadíssima, permite não apenas sentar, mas se jogar mesmo). A cor dela? Um vermelho lindo! No piso de tacos, nada de tapetes. Peças em madeira e metal cromado, tudo garimpado em lojas alternativas que você adora. Quadros e gravuras moderníssimos e coloridos. TV, video-game e iPod conectados a um moderno sistema de som que toca de tudo, inclusive rap e forró, apreciado desde aquela viagem a Fernando de Noronha.

Para curtir o ambiente, o traje mais lógico me parece tênis, jeans e camiseta.

Para comer? Um Big Mac a qualquer hora.

Com os amigos? Cerveja e shot de tequila.


Existem ainda incontáveis combinações de estilo e preferências que poderíamos exercitar, mas já me estendi muito, não acham?

Queridas mulheres, perdoem-me se não as inclui, mas é que a dúvida quanto ao sofá Chesterfield partiu do gênero masculino.

No entanto, tenho certeza de que se você possuir este tipo de sofá, vai chamar o estofador e trocar o couro por um vinil preto com tachas prateadas. Vai juntar móveis de linhas retas, bem cleans, em tons de cinza, cru e roxo. Roxo mesmo. Paredes brancas, piso claro, tapete cru, mesas de espelho, madeira e aço. Vai colocar quadros e gravuras, quase tudo preto e branco (bem Chanel), esculturas de naturezas diversas (não vai faltar um figurativo), objetos em murano e uma coleção de Toy Art. Tudo novo, junto com peças que lembrem a família. Um presente de uma amiga especial e muitas flores. Sabe por quê? Porque isso se parece com nosso closet. A economia de cores na maioria das peças tem tudo a ver com nossos eternos regimes acompanhados de uma taça de Prosecco.

E me desculpem novamente! Não respeitei minha própria frase: “De uma forma breve, claro!”.

Até mais!