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[Por Eliane Sampaio]
Acho que o preconceito, de qualquer natureza, é uma coisa horrível. Tanto faz se de sexo, cor, religião etc.
No mundo da decoração também há certos pré-conceitos que podemos colocar em pauta para mostrar que preconceito não cabe em lugar nenhum.
Não raro, escutamos gente falando:
- Espelhar a parede? É tão “over”.
- Lustre de cristal? Que coisa mais cafona.
- Tapete de pele natural? É tão antiecológico e politicamente incorreto.
E a mais proferida de todas:
- Oncinha? Nossa! É “perua” demais.
Vamos analisar?
Espelhar a parede. Nossa, como esse pode ser um recurso valioso para ampliar espaços diminutos
Espelho bem colocado pode não só duplicar seu espaço como também valorizá-lo. Mas é lógico que precisamos pensar bem naquilo que queremos refletir.
Quanto ao lustre de cristal, sou defensora do conceito de que boas peças são e serão sempre muito bacanas.
Não dispense o lustre que era da sua avó ou aquele outro que você está achando lindo na loja só porque é de cristal.
Analise a base em que ele está montado, a qualidade das pedras e instale-o de maneira que seja ele a peça principal do ambiente. Junte-o a elementos de linhas retas e “cleans”. Acho o efeito devastador! (no bom sentido...) Além do que você não precisa gastar com um novo, se ele era de sua avó.
Tapete de pele natural. Leia-se: de zebra verdadeira.
Eu me amargurava, pois achava lindo, mas ecologicamente incorreto. Achava que havia uma matança desse animal só para virar tapete, até que um dia fui à África do Sul.
Lá, nos game-drivers, descobri que a caça indiscriminada desse animal é proibida. Alguns animais morrem naturalmente e outros, vítimas de ataques de elefantes (que são bravíssimos, nada a ver com o Dumbo da estória infantil).
Assim, mesmo na África, esses tapetes são caros porque não existem em abundância.
Mudei meu ponto de vista desde então e me permiti ter um tapete de zebra de que tanto gostava. Veja se você gosta também.
A “oncinha” é o case dos cases nessa questão. Não vou nem falar da pele verdadeira, pois por ser tão rara é mais cara ainda.
Vamos falar das peles artificiais e tecidos que lembram a beleza da onça.
Gente, não tem nada de “perua” você colocar umas almofadas, um pufe ou qualquer detalhe de onça. Veja bem: detalhe, não o conjunto de sofás.
Existem materiais que reproduzem a pele da onça de uma forma extraordinária. E um detalhe desses eleva o ambiente mais simples a um alto nível de elegância e requinte.
Por fim, vamos falar do famoso pingüim!
Acho lindo, não importa o material de que seja feito. Usá-lo pode dar um ar divertido à decoração - o que eu adoro!
Onde colocar? Onde você quiser, até em cima da geladeira, por ser tão óbvio.
Por isso, nada de preconceitos. O que vale é o que gostamos ou não. Fuja de idéias pré-concebidas.
Vamos usar aquilo de que gostamos em nossa casa, porque é a nós que ela tem que agradar!
Até mais.
segunda-feira, 31 de março de 2008
Abaixo o preconceito na decoração
quinta-feira, 27 de março de 2008
Minha viagem a Dubai e o que vi por lá
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[Por Fernanda Marques]
Amigas e amigos,
Acabo de chegar de uma viagem de negócios a Dubai. Voltei impressionada. Tudo o que se fala a respeito da riqueza daquele país, integrante dos Emirados Árabes, não é exagero não.
A partir do petróleo, que eles conseguem extrair de seus poços a um baixo custo e vender por mais de US$ 100 o barril, os árabes daquela região estão construindo praticamente de tudo: edifícios comerciais e residenciais, aeroportos, estradas, parques temáticos, torres e monumentos.
Para você saber: 30% dos guindastes de todo o planeta estão alocados em Dubai, nos seus inúmeros canteiros de obras. Enquanto isso, por lá, o preço dos imóveis não pára de subir, atingindo, nos endereços mais nobres, mais de US$ 4 mil por metro quadrado.
Viajei esperando encontrar um país dividido entre a abertura para o ocidente e as características da cultura islâmica, mas descobri que os habitantes estão se saindo muito bem em sua "tarefa" de modernização.
Sim, as mulheres locais têm de andar com a cabeça coberta nas ruas. Em compensação, elas se cobrem de roupas de grife, pedras preciosas e da melhor maquilagem.
Sobre a decoração dos hotéis e escritórios que visitei, o que dá para dizer é que é bem diferente do que estamos acostumados a ver por aqui. Há muita mistura de materiais, muita vontade de usar objetos em ouro e prata, sempre para traduzir riqueza e poder.
Acho que, no dia em que eles descobrirem que menos quase sempre significa mais, encontrarão o equilíbrio entre o bom gosto e a fartura financeira. Por enquanto, os árabes de Dubai estão dando ao mundo uma lição de empreendedorismo, transformando um deserto num grande pólo de desenvolvimento. O refinamento chegará com o tempo.
Minha irmã Renata (à esq.) e eu, em Dubai.
Beijão a todos!
quarta-feira, 26 de março de 2008
Objetos: quando menos é mais
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[Por Luis Navarro]
O fato de ser detalhista não significa carregar o ambiente com objetos.
No projeto da foto abaixo, por exemplo, uso e abuso da decoração oriental.
Brinco com contrastes e texturas, mas sou extremamente comedido nos objetos.
Para mim, objetos têm que ter motivo para estar no lugar. E, com uma boa iluminação, consegue-se destacá-los ainda mais.
Com toda essa decoração, coloquei apenas quatro objetos decorativos no ambiente: um totem, dois vasos e uma escultura.
Eles são dispostos de maneira estratégica para promover a apreciação de quem vivencia esse espaço.
Desta maneira, quando trocamos as peças, o efeito desejado fica acentuado e é logo percebido pelas pessoas.
Neste caso, menos é mais.
Um abraço!
segunda-feira, 24 de março de 2008
Customização e revestimentos
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[Por Eliane Sampaio]
Entre 11 e 14 de março aconteceu, em São Paulo, a Expoevestir 2008. Esse evento costuma "mostrar alguns caminhos" no que diz respeito aos diversos materiais para acabamentos.
Fui convidada pelo jornal Folha de S.Paulo para visitar a feira e tecer alguns comentários (matéria disponível para assinantes da Folha e do UOL).
Sem dúvida foi uma ótima oportunidade para me deslocar até lá. Normalmente, são os próprios fabricantes nos visitam e fornecem catálogos e amostras.
Pelo o que pude avaliar, os maiores destaques da feira foram os produtos com largas possibilidades de customização. São materiais que, apesar de produzidos em escala, podem se tornar únicos de acordo com a dose de criatividade em sua aplicação.
(Sim, é claro que customização está na ordem do dia em quase todos os segmentos. Na decoração, no entanto, ela deveria se eternizar).
Customizar, adaptar ao gosto pessoal, nada mais é do que ir na contramão da ditadura dos modismos. É priorizar a personalidade e a essência.
Conheço uma pessoa muito especial e inteligente que diz:
- Eu não entro na moda, a moda é que entra e sai de mim!
Nada mais autêntico e forte do que isso.
A nossa casa é o resultado de nosso estilo de vida, da nossa bagagem.
Nossas atividades, nosso endereço e nosso estado civil se alteram ao longo do caminho, mas a essência e a personalidade permanecem. Assim, as coisas de que você realmente gosta podem e devem fazer parte da sua vida, sempre. É só utilizá-las sob uma nova ótica!
Como? Não estamos falando de acabamentos? Claro que estamos! Vou chegar lá...
Em se tratando de acabamentos, nada mais acertado do que escolher produtos que formem a base para imprimir nossa personalidade ao ambiente. Essas pastilhas, por exemplo, não são muito femininas? Essa era a minha intenção.
O importante, volto a salientar, é que os acabamentos falem a mesma linguagem das coisas de que realmente gostamos. A indústria, numa percepção atual de que as pessoas estão mais autênticas, oferece enormes possibilidades de escolhas. Tudo com muita qualidade.
E vale lembrar: trocar um revestimento não é o mesmo que trocar um tecido de sofá. Significa OBRA, quebradeira. Arrepiou?
Até mais!
quarta-feira, 19 de março de 2008
A inovação e uma lavanderia de vidro
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[Por Luis Navarro]
Ainda sinto um pouco de resistência quando proponho um novo material para acabamento.
Gosto de inovar e sempre vejo a necessidade de alterar o ponto-de-vista.
Sei que ousar não é para qualquer um. É necessária muita propriedade para a manipulação correta dos materiais. Essa manipulação refere-se à mistura de elementos e à harmonização do ambiente como um todo.
Por exemplo: adoro o vidro e sempre proponho utilizá-lo como revestimento. Dá um ar de sofisticação e sua manutenção é extremamente fácil.
Essa minha lavanderia é quase toda forrada de vidros. Ela foi feita para Mostra Casa Cor, onde o efeito cênico é muito importante. No entanto, também costumo aplicar essa idéia nos projetos do dia-a-dia.
O que acham?
Um abraço!
segunda-feira, 17 de março de 2008
Decoração ou Instalação?
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[Por Eliane Sampaio]
Fato: todo projeto tem suas limitações.
A primeira e mais importante é a área com a qual vamos trabalhar.
No âmbito da arquitetura, a área do imóvel a ser projetado e construído está vinculada a vários fatores: custo, ocupação do terreno, código de obras do local, necessidades do cliente e assim por diante.
Na decoração, sempre que uma reforma se faz necessária (nós adoramos reformar), a história se repete.
Assim vamos fazendo escolhas, priorizando o que é mais importante, pensando sempre em conciliar todas as limitações com nossos sonhos e nossa imaginação.
Aconteceu que trabalhei em um projeto de ampliação de uma casa de campo em que me foram pedidos um anexo de lazer e acomodações para hóspedes.
Ao final, após o processo Limitações X Escolhas, me restou um problema estético (nessas operações, eles sempre restam): uma parede estreita e extremamente alta na escada que levava aos dormitórios dos hóspedes.
Olhava para aquela parede e não conseguia optar por soluções óbvias, como telas ou tapeçaria (ela pedia uma). Então pensei:
- Pena que não possamos colocar aí um “pano de luz”, uma janela...
Janela! É essa a solução! Por que não uma peça especial, garimpada em uma loja de demolição?
Encontrei uma, coloquei na parede no estado em que se encontrava e, viajando mais um pouco, posicionei um relógio antigo acima dela, só para dar um aspecto mais surreal.
Te parece uma instalação de arte?
E por que não? Elas não são exclusividade dos museus e galerias.
Você pode tê-las em sua casa.
Até mais!
sexta-feira, 14 de março de 2008
Desafio em cores
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[Por Fernanda Marques]
Em minhas viagens e andanças profissionais, sempre me deparo com perguntas de amigos e do público sobre o uso das cores nos ambientes de uma casa.
Taí uma questão fundamental! As cores podem transmitir alegria, mas muitas vezes são cansativas. Capazes de dar a sensação de aconchego, elas também têm o poder de deprimir. Algumas nunca saem de moda, outras são datadas. Trabalhar corretamente com elas, enfim, nunca é fácil.
O branco, por exemplo. Eu não estou entre as pessoas que acham o branco careta: pelo ao contrário. Fazer um ambiente branco e não deixa-lo frio, com cara de hospital, é tarefa para poucos. Ao ser desafiada em branco, gosto de enfrentar o risco e vencer a frieza usando móveis, peças e objetos de arte que tenham cores fortes, para obter contra-pontos interessantes. O que não pode é haver exagero, para não deixar a sala parecendo um show room.
Na gama das cores claras, prefiro optar pelo off-white, um tom bege quase branco, com uma pitada de amarelo. Isso torna a cor mais quente, sem que deixe de continuar clara, e, em conseqüência, dá um ar mais aconchegante ao ambiente.
Na semana passada, conclui um ambiente que estará exposto na vitrine da 17ª Mostra Artefacto de Designers de Interiores. Aliás, recomendo a visita (Rua Hadock Lobo, 1.405, SP)! Essa Mostra está no calendário oficial de eventos de São Paulo e reúne arquitetos de interiores de todo o Brasil. É sempre importante conhecer linguagens diferentes e perceber as tendências atuais.
Mas, voltado às cores... Nesse ambiente para a Artefacto, o desafio era harmonizar tecnologia e conforto, modernidade e aconchego, agitação e contemplativo. Escolhi, pensando em tecnologia e modernidade, trabalhar com as cores cinza e prata. Para conseguir a sensação de intimidade, usei marrom com toques de caramelo. Por favor, quem for até a mostra depois me diga se gostou, tá?
Beijo a todos!
Fernanda Marques
quinta-feira, 13 de março de 2008
Uma adega e a arte de receber
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[Por Luis Navarro]
Acho que este é muito mais um relato pessoal do que profissional.
Ao dar uma recepção em sua residência, seja simples. Seja básico.
Sempre tenho em mente que devemos ler e estudar sobre tudo. A cultura acumulada, tanto de leituras quanto de viagens, vai nos engrandecer ao longo da vida.
Posso, por exemplo, executar a mais linda adega...
...mas isso não basta para completar o ritual de receber as pessoas.
Seja atencioso, procure confortar seus colegas de maneira espontânea, e garanto que seu jantar ou encontro será um sucesso.
Abraços a todos.
segunda-feira, 10 de março de 2008
Mostre sua coleção!
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[Por Eliane Sampaio]
Eu adoro coleção!
Normalmente, as pessoas começam uma coleção por acaso.
Alguém se encanta e se identifica com um objeto, encontra-o em vários materiais, formatos e cores diferentes... e assim vai. Quando se dá conta, a pessoa tem dezenas ou até centenas de exemplares.
Lembram do tempo em que a campanha antitabagista ainda não tinha tomado conta do mundo?
Pois é, foi assim que comecei uma coleção de fósforos. Comprava ou pegava caixas em todos os lugares: restaurantes, festas corporativas ou boates. Fora do Brasil, aproveitava as idas ao teatro para descolar caixinhas com motivos de musicais.
É tão bom ficar olhando para esses objetos e lembrar das situações e lugares pelos quais passamos!
Tenho caixas de fósforos de países que nem conheço, porque os bons amigos, sabendo da minha paixão, trazem como lembrança. O mesmo eu faço para um amigo que adora “sticks” (aqueles palitinhos de mexer drinks).
Muito bem, a coleção vai se avolumando, mas como guardá-la?
Resolvi colocar a minha em potes de vidro transparentes para que eu pudesse paquerá-las a toda hora.
Como a coleção vai se formando aos poucos, os vidros também foram adquiridos em épocas e lojas diferentes, daí um ser diferente do outro, o que eu acho bom, porque forma outra coleção: a de potes de vidro. Você gosta do visual?
Tem também aquela coleção que é menos volumosa, peças muito especiais que compramos ou herdamos. Muitas vezes elas não são encontradas em qualquer lugar e seu preço ou natureza não nos permitem ter centenas delas.
É o caso de uma coleção de talheres que herdei com inscrição da Coroa Real Portuguesa. São talheres em prata de lei, de feitio artesanal e rudimentar, fabricadas no começo do século XIX, quando aqui se instalou o governo de D.João VI.
Para expô-los sem correr o risco do manuseio, montei-os em caixas com diferentes composições e coloquei em minha sala de jantar.
O que eu sinto quando olho essa parede? Apenas um: "Uau! Que bacana que são meus!"
Quem os teria usado 200 anos atrás?
Talvez algum nobre da corte portuguesa... quem sabe?
Até mais!
sexta-feira, 7 de março de 2008
A modernidade dos ambientes multiuso
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[Por Fernanda Marques]
Muita gente, principalmente em feiras e exposições, me pergunta sobre as tendências da arquitetura de interiores e da decoração para 2008.
Como cultivo a sinceridade, muitas vezes, num primeiro momento, a minha resposta não agrada. É que eu não acredito em tendências. Para mim, essas tendências são a ante-sala da padronização e, assim, tornam-se uma imposição.
Eu acredito, ao contrário, em idéias permanentes, desenvolvidas pelo acúmulo do conhecimento, pela observação sobre o que funciona e o que não funciona para uma casa. Não sou favorável a grandes guinadas, como as que têm de ser feitas para encaixar toda uma filosofia de trabalho numa nova tendência...
Entre as idéias permanentes nas quais acredito, tenho procurado desenvolver cada vez mais o conceito da integração dos espaços de uma mesma casa. Em outras palavras, o ambiente multiuso. Realmente, eis aí um conceito no qual acredito.
Na busca do conforto para as pessoas que moram em casas ou apartamentos, fui descobrindo que estar junto, num mesmo ambiente, é um momento muito especial para uma família. Favorecer e facilitar, por meio da arquitetura de interiores, esse tipo de encontro é, sem dúvida, algo bastante útil.
Minhas apostas em arquitetura de interiores e decoração vão, assim, muito para o lado desses espaços integrados. Na parte social da casa ou do apartamento, um exemplo de espaço multiuso é o de um mesmo ambiente em que se possa ter uma biblioteca para consultas, a mesa de trabalho para se tomar as providências do dia-a-dia e a tevê para ter a família mais perto ou reunir os amigos para um filme.
Balcão da cozinha e sala de jantar
Muitas vezes, a integração da cozinha com a sala de refeições igualmente cumpre esse papel de “juntar a galera da casa”, principalmente se você, como eu, tiver filhos adolescentes. Eles adoram a cozinha!
Na área íntima da casa, o espaço comum entre os quartos dos pais e dos filhos, no qual todos possam sentar-se para trocas de idéias. Esse ambiente pode conter o aparelho de som, eventualmente a lareira, a janela com uma bela vista, a luz mais intimista para acolher a família. É também de multiuso.
Integração total na área de convivência
Por isso, se você me perguntar sobre uma tendência da arquitetura de interiores, eu vou responder com este tipo de idéia que considero mais permanente.
Felicidades a todos e até a próxima!
quarta-feira, 5 de março de 2008
Mais do que varandas
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[Por Luis Navarro]
É inegável que, nos últimos anos, houve um enorme aumento de interesse pela arquitetura de interiores.
E refiro-me ao interesse geral, das pessoas "comuns", que querem deixar suas casas mais bonitas, aconchegantes ou funcionais.
O acesso a mais informações e a diferentes produtos dá um novo caminho ao design e aos profissionais.
Para exemplificar: inicialmente tínhamos a febre dos home-theaters em todas as casas. Agora, temos o espaço gourmet e os banheiros com tendências de spa. As adegas e charutarias também vêm tomando força no cotidiano do lar.
Essa nova maneira de ver a casa transformou o modo de viver das pessoas. Fizemos do nosso lar um lugar para receber e celebrar amigos (claro que, infelizmente, influenciados também pela violência urbana).
Uma tendência que tomou muita força meu trabalho é a transformação das varandas em espaços sofisticados, para receber os amigos de maneira mais informal. Fazer desse um espaço dedicado não apenas aos churrascos - mas também à apreciação de charutos ou de um bom vinho - é cada vez mais normal.
Se você quer dar uma nova cara à varanda da sua casa, priorize a iluminação mais cênica e trabalhe com cores âmbar. Elas podem dar o clima ideal para uma noite quente de verão.
Além disso, abuse das plantas e dos espaços para conversação. Seus amigos vão adorar.
Abraços!
segunda-feira, 3 de março de 2008
A moldura sem "Picasso"
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[Por Eliane Sampaio]
Ontem, um amigo (vizinho) entrou na minha casa e falou: "Nossa! O que aconteceu? Roubaram o seu Picasso?"
Imagine cena...
Achamos muito divertido e rimos bastante, mas não pude deixar de pensar que, além de espirituoso, meu vizinho deve ser bastante sensível, também.
Quando vi essa moldura em uma loja de “antigüidades” (ela não deve ter cem anos), achei linda. Comprei e guardei para, um dia, resolver o que fazer com ela.
Minha primeira inclinação foi montá-la com um espelho. Não te parece óbvio?
Mas, depois de observar bem a moldura, percebi o quanto ela é rica em detalhes; um trabalho artesanal e único que não mais encontramos nas lojas especializadas.
Hoje as molduras são produzidas em metros, com variações de materiais, desenhos e acabamentos, ou seja, industrializadas em alta escala.
Não que eu despreze as molduras atuais, pelo contrário: podemos fazer com elas trabalhos incríveis. Mas quando temos em mãos peças únicas e raras, elas têm valor por si só, dispensam acessórios.
Como adoro fugir do óbvio, resolvi então conceituar e pendurá-la vazia para que brilhasse sozinha e reinasse absoluta.
Depois de ontem, reformulei meu conceito em relação a essa moldura.
Ela deve brilhar sozinha porque não tenho um Picasso para acompanhá-la. E isso é o mínimo que ela merecia!
Até mais!













